A construção da região portuária deixou uma fronteira entre as ocupações e suas respectivas formas de apropriação dos espaços. Existe uma delimitação clara entre o espaço que foi ocupado previamente e o que foi aterrado, projetado e construído depois. Essa fronteira já foi limite, e é nesse limite que houveram e ainda existem pontos nodais para que se construa parte do que que é esse território.
Existem áreas que podem se tornar vetores, desde o resgate de memórias apagadas, chegando até a conexão entre os espaços esquecidos e o novo que é construído. Áreas que remetem à uma conexão que existiu com o mar (Praça do Santo Cristo / Praça da Harmonia), ou sobre a ocupação da cidade (Cais do Valongo e da Imperatriz / Cemitério dos Pretos Novos), ou até mesmo tentativas de reativação do espaço (Cidade do Samba / Vila Olímpica da Gamboa). Nessa mesma fronteira, houve a tentativa de ocupação através de moradias, mas que não avançou por conta de diversos outros interesses imobiliários (Porto Vida).
O que se percebe é, que há nesse limite, nessa faixa entre territórios, existe certo potencial de conexão entre espaços, onde histórias foram construídas e onde serão construídas ainda outras.
