// barreiras do território //
Ao caminhar pela zona portuária, ao tentar chegar de um ponto ao outro, são percebidas diversas barreiras, diversos contratempos que redirecionam caminhos, e mudam percepções do espaço. São barreiras que fogem da escala e da percepção humana, que assustam, que impedem o caminhar. E são elas que devem ser repensadas, vencidas, ultrapassadas, a fim de tornar o território mais democrático e acessível.






_os novos não-espaços
Os novos espaços propostos na reformulação do porto não podem ser estanques, não podem ser imponentes ao ponto afastar o fator humano e se colocar como uma nova configuração a ser seguida, renegando mais uma vez tudo o que já vou construído.
_a construção abandonada
As construções não finalizadas no porto ficam sem propósito. Se em um primeiro momento elas podem ter os usos propostos questionados na iniciativa de se pensar construção de uma cidade melhor, no momento em que a construção para e deixa apenas esqueletos sem função no espaço, a cidade perde mais. O espaço poderia ter função social.
_o não-acesso ao mar
A memória é cada vez mais apagada e sobreposta. Uma região com amplo acesso ao mar, que teve parte fundamental na sua formação, que virou assunto norteador de grandes mudanças como a queda do viaduto da Perimetral, ainda nega a baía de Guanabara, que ainda possui um ecossistema completa-mente degradado. Talvez o primeiro passa para mudar essa situação seja não renegar sua existência, seja estar próximo, seja ver a baía.
_as vias de corte
Os caminhos são interrompidos pelas vias expressas; os carros e as máquinas se tornaram prioridade e não se pode atravessá-las.
_os canteiros
Os caminhos ainda assim existentes são diversas vezes interrompidos, são alterados de acordo com a liberação ou não dos espaços. As diversas alterações na paisagem deixam rastros e mudam os percursos e relações com a cidade e seu território.
_o espaço abandonado
Com todas as mudanças, alguns espaços ficam abandonados, sem população presente, sem trocas, e começam a formar um território esquecido, sem valor.